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Primeiro Post nas Arábias...

Oi gente, tudo bem?

Me desculpe pelo tempo sem notícias ou sem escrever, ainda estou sem internet em casa e o tempo é meio escasso no começo, por conta dos treinamentos e o fuso todo desregulado, etc., sem prolongar demais vou começar pelo começo...hehehe

Despedidas são sempre horríveis, e essa me pareceu pior do que qualquer outra, afinal serão dois anos sem ver os meus pessoalmente, e eu confesso que eu estava “de boa” até ver a minha mamis correr pro banheiro e alguém me dizer:
_ A mãe correu pro banheiro pra chorar!

Bom, o resto, todo mundo mais ou menos consegue imaginar...

Outra parte bem difícil foi na casa dos parentes e pais do Thales e depois na rodoviária…
Vê-lo chorando como bebê depois de abraçar o tio e mais tarde na rodoviária, o pai chorando, a irmã...não foi nada fácil! Mas cremos que é por um bem maior, né?

Chegamos no aeroporto de Guarulhos com tempo suficiente para fazer o check-in sem correria, tudo tranquilo, mas muita fila para a mesma cia, voamos pela Eithad. Tivemos um atraso de uns 20 minutos no voo, acredito que tenha sido por causa da chuva, mas estava um calor horrível dentro do aeroporto e no portão que íamos embarcar, uma desorganização tremenda, um alvoroço, ninguém sabia dar nenhuma informação precisa e éramos brasileiros em maioria, a indignação foi geral e todo mundo conversando, mas com um pensamento em comum: IMAGINA NA COPA?????? (bom, prefiro não comentar).

Já no avião, a subida meio complicada, várias turbulências, tão fortes como eu nunca tinha visto antes, JURO que eu achei que o avião ia cair e íamos morrer…hahahahaha.
O Thales estava com MUITO, mas MUUUUUUUUUUUUUUUITO medo, ele ficava apertando a minha perna e orando baixinho e olhava pra mim, e queria desistir e voltar pra casa, e eu fiquei nervosa (mais ainda por causa dele), e o incomodo era geral, mas com o tempo foi diminuindo, e segundo ele, foi só uma – ele dormiu quase 7 horas direto e não viu todas as outras várias vezes que aconteceu.
Quase 14h depois, pousamos em Abu Dhabi, mas era noite e o tempo de espera no aeroporto era mínimo, seguimos para o nosso portão e logo embarcamos, tudo extremamente organizado e limpo, voo infinitamente mais tranquilo e rápido, em uma hora chegamos à Bahrain ou Barém.
O desembarque foi tranquilo também, no momento da Imigração já tinha uma pessoa nos esperando para entregar os nossos chips do celular e o resumo do exame médico, passamos pela imigração sem problemas, graças a Deus, ouvi dizer que se alguém tiver visto de entrada de Israel, aqui na imigração, recusam imediatamente a entrada no país, me safei, uma vez que meu visto estava no passaporte velho.
O Thales já fez amizade com o oficial da Imigração que inclusive pegou o número de telefone dele para jogar uma “pelada” quando possível. Só ele consegue essas coisas! Hahahaha

Pegamos as malas, e saímos, já tinha uma segunda pessoa esperando do lado de fora com uma plaquinha com o nosso nome completo, um indiano muito gente boa, o nome dele é Fazul, trabalha no RH da empresa, viemos o caminho todo conversando, mais ou menos uns 15 minutos do aeroporto até o Hotel onde ele parou pra pegar o nosso jantar - pasta, salada e cordeiro, tudo bem gostoso - e mais 5 minutos até nosso alojamento.
Logo que chegamos, já encontramos o nosso colega de AP da Nicarágua (que é casado com uma brasileira), estamos dividindo o apartamento com eles.
O Fazul nos apresentou nosso quarto (que já estava com o ar-condicionado ligado, todo limpinho e alguns alimentos em cima da penteadeira – duas caixas de leite, duas de suco, um pacote de pão de forma e 9 ovos - tive que mencionar essa parte da chegada e da comida, pois quando eu trabalhei no navio, a coisa acontece completamente diferente, quando você chega, sua cabine normalmente está uma sujeira enorme, deixada pelo ocupante anterior, você tem apenas algumas horas para se arrumar, comer, e ir até o cabeça do seu setor se apresentar para o trabalho - enfim, ficamos impressionados com o tratamento e preocupação com o nosso bem-estar e primeira impressão.
Ele nos mostrou mais algumas coisas sobre o apartamento, TV, cozinha já equipada com micro-ondas, fogão, torradeira, geladeira, alguns utensílios, máquina de lavar roupas, banheiro com banheira, ar condicionado em todos os quartos e sala, etc., enfim mais ou menos tudo que precisamos para o dia-a-dia. Entregou aproximadamente 20% do valor do nosso salário, pensando que talvez não tivéssemos trazido nenhum dinheiro conosco – o que eu achei bem legal da parte deles, supondo que iriamos precisar para o primeiro mês até recebermos o primeiro salário e tudo o mais – mais uma vez nos impressionou.
Ficamos conversando um pouco com o Leonel, e resolvemos que desceríamos para dar uma volta pela cidade, no térreo conhecemos mais uma brasileira, que estava sentada na entrada, Marina, ela nos levou até um posto 24h, conversamos um pouco, e depois fomos só nos dois andar aqui perto, na rua mais movimentada daqui do bairro que moramos que se chama Juffair.
Voltamos uma hora depois, estava quase tudo fechado, e nos preparamos para dormir, supostamente iriamos descansar o dia seguinte inteiro, mas lá pelas 10h o Leonel bateu à nossa porta avisando que em dez minutos eles viriam nos pegar para irmos ao RH, liguei para o Fazul, e ele me disse que em meia hora viriam, começamos a nos arrumar e em menos de cinco minutos o motorista estava batendo à nossa porta, correria...rsrsrs

Chegamos na outra propriedade do grupo, o Elite Resort, onde também fica o escritório do RH, fomos muito bem recebidos e todas as pessoas com quem tivemos que falar, TODOS estavam muito preocupados em saber se tínhamos sido bem tratados, se gostamos da acomodação, se o voo foi bom, se estávamos nos sentindo bem, etc., uma preocupação boa, que fez com que nos sentíssemos importantes...rsrsrs

Primeira realidade: Lá pelas 12h, a Sylvia, pessoa do RH que foi nosso contato durante o tempo todo do processo do visto, nos convidou pra almoçar no refeitório dos funcionários, quando chegamos ao “buffet”, bom...só tinha comida indiana (muito, mas muito curry mesmo e bem picante), percebemos que essa seria nossa refeição no nosso horário de trabalho também.
Antes de irmos embora, a Sylvia disse que deveríamos ir ao Hotel onde trabalhamos para nos apresentar ao gerente, às 19h, chegando lá, o gerente ainda não estava, e ficamos esperando, conhecendo algumas pessoas do time, conhecemos alguns filipinos, indianos, duas meninas da Bielo-Rússia, uma menina da Etiópia, e uma do Quênia. Não trabalhamos nesse dia, por falta de uniforme, e até esse momento ainda não temos uniforme, mas trabalhamos com calça social preta e camisa social preta – achei bem desorganizado nesse sentido.



Bom, acho que vou parar por aqui, senão o texto fica muito grande e chato de ler, semana que vem eu posto sobre o terceiro dia até a nossa primeira folga, se possível com algumas fotos, também quero postar preços dos alimentos por aqui, e tentar colocar algumas curiosidades que já aprendemos daqui.

Eu estou escrevendo detalhadamente, não só para a nossa família, que quer saber como andam as coisas por aqui, mas também de referência para outras pessoas que venham a se aventurar como nós dois, e que essas pessoas tenham mais informações detalhadas sobre o processo e a chegada. J

Espero que vocês tenham gostado, comenta se achar interessante, tiver alguma pergunta, sugestão ou critica.











Aleluia!

E ai pessoas!? Tudo bem?

Andamos meio devagar nesses últimos tempos, por problemas pessoais bem chatos, que nem valem a pena comentar sobre.
Mil desculpas...

O mais importante aconteceu, o visto do Thales finalmente chegou no dia 06/04....uhuuuuu!



Então ficamos esperando ansiosos pelas passagens. Apressada (será!?) como sou, pedi que reservassem para a quarta-feira dia 09/04, não aconteceu. Porém hoje, pela manhã, recebi um e-mail do RH pedindo uma cópia da certidão de casamento, já pensei que eles começariam novamente com aquela enrolação de pedir um documento diferente a cada semana, e resolvi ligar para lá, falei diretamente com a pessoa que tem nos atendido e a mesma me disse que dia 08/04 enviariam os tickets, e que a viagem acontecerá no sábado (12/04). Fui dormir e nada das benditas passagens.

Acordei hoje, e lá estava o e-mail:


Certamente, não teremos tempo de dar um "até logo" pra bastante gente, já que temos 2 dias pra arrumar tudo, mas, daqui a pouquinho estaremos de volta (tentando convencer a mim mesma)...rsrsrs
Bom, não tenho muito tempo pra ficar escrevendo muita coisa, e nem quero que o post fique enoooorme.

Espero ter novidades em breve. 

Beijos
Té mais. 

Haja paciência...

Estão de brincadeira comigo...


O único lugar onde podemos consultar o andamento do processo está assim há três dias!


Ainda aqui ou já foram?

Oi gente... (depois de um longo e muito, mas muito quente verão)

Muitas pessoas tem perguntado o motivo de nós ainda estarmos aqui, e como eu acabei falando individualmente, e alguns, ficaram sem resposta, resolvi escrever por aqui, assim, quem quiser saber, além de ter tudo explicado aqui, servirá como exemplo pra pessoas que estão de repente pensando em fazer a mesma coisa: ir embora para o Oriente Médio, sendo mais exata, em Bahrein.

Janeiro – Liguei pelo menos duas vezes do meu celular direto pra Bahrein, e falei com a pessoa responsável pelo RH da empresa que eu vou trabalhar, e a mesma me disse que o Visto estava sendo processado…ok, resolvi esperar pacientemente até fevereiro.

Fevereiro – O meu entrevistador (que acabou “a parte” dele na entrevista), me mandou uma mensagem informal no Facebook, perguntando se o visto do Thales já tinha chegado, eu respondi que não, e voltei a entrar em contato com o RH.
Para a minha surpresa, eis que eles nos enviam um e-mail no dia 10/02, dizendo o seguinte:
“Dear Mr. Thales,
This is to inform you that, we already submitted your documents for Visa application, kindly confirm to us, if you are still interested and available to join our company.”
“Querido Thales,
Para confirmar que já apresentamos seus documentos para o pedido do visto, por gentileza confirmar se você ainda está interessado e disponível para fazer parte da nossa empresa.”

Obs.: Eu sei que eu não precisaria traduzir, afinal o google tá ai pra isso, mas eu quero facilitar a vida de quem gasta um tempinho aqui lendo. J

Quando eu li esse e-mail, quase tive um ataque de nervos, como assim “ainda estão interessados e disponíveis?”. Como assim JÁ enviaram os documentos quase dois meses depois que nós enviamos à eles? COMO ASSIM?
Escrevemos um e-mail enorme para o RH, com cópia pra todo mundo que tínhamos direito, mandei mensagem ao meu entrevistar no face, mandei mensagem pro meu agente aqui do Brasil, o e-mail causou tanto impacto – acredito eu – que no mesmo dia, o Thales recebeu três ligações deles, explicando, mais um e-mail do entrevistador.
Se tudo fosse resolvido de maneira rápida, ótimo, mas não foi...
Passaram-se dois dias, e eles enviam um e-mail dizendo que as cópias dos documentos do Thales não estavam claras (Como é!?), enviamos os exames médicos dele, baixados da internet, nem foi usado scanner, e enviamos os meus da mesma maneira, e menos de 15 dias, meu visto estava comigo...
Fizemos o que foi pedido e no mesmo dia, retornamos o e-mail pra eles, e no dia seguinte, ela mandou um e-mail, dizendo que precisava ser em JPEG e não PDF – eu estava no sítio, sem computador – e comecei a buscar por alguém que estivesse em casa ou escritório as 12h, não só isso, alguém que soubesse fazer. Tentei meu irmão, ele estava em horário de almoço, minha amiga Ingrid, idem, minha tia, sem PC, minha mãe…bom, a minha mãe tentou, mas se desesperou na hora de encontrar os arquivos que ela tinha baixado do e-mail para o computador (SIIIIIM, a reação dela foi a mais engraçada, pena que não ter gravado, ia bater os recordes de acesso no Youtube). Entrei no face, e chamei uns amigos meus, e o Hugo, resolveu o problema (era o que eu tinha pensado), fez o que eu precisava, e me enviou os arquivos de volta, assim, eu poderia enviar pelo celular um e-mail pra ela, com os arquivos em JPEG (obrigada 3G por existir).

No mesmo dia ela me enviou um e-mail dizendo que não podia ter a marca d’água que ficou no papel dos exames...novamente, um amigo meu, pelo Face, dessa vez o Gabriel, fez o que precisava e enviei os documentos como ela pediu...UFA!!! (Muito obrigada Hugo pela prontidão e Gabriel, por salvar a vida...rsrs)
Dia 18, enviaram outro e-mail dizendo que as cópias dos exames do Thales precisavam ser traduzidas para o inglês...foi feito e enviado no dia seguinte. Só no dia 20, ela me enviou uma confirmação de que havia recebido, isso porque eu mandei dois e-mails, e quando liguei pra ela de novo, ela resolveu confirmar...
Dia 27, eles enviam outro e-mail:
“Dear Mr. Thales,
As per attached documents, this is to inform you,  LMRA  (Labour Market Regulatory Authority) )requires your medical report to have fitness stamp, kindly request you doctor to stamp the fitness stamp on medical report and send us the same. 
Once we received your updated medical report we will immediately reapply for your visa.”
"Caro Sr. Thales,
De acordo com os documentos anexados, este é para informá-lo que a LMRA (Mercado de Trabalho Entidade Reguladora)) requer que o seu relatório médico tenha o carimbo de fitness, solicite ao seu médico que carimbe o selo de fitness no relatório médico e envie-nos o mesmo.
Uma vez que nós recebemos seu relatório médico atualizado, vamos reaplicar imediatamente para o seu visto ".

FITNESS STAMP????? WTF?????
Não sabia nem do que se tratava, e procurei novamente o nosso agente, conversei com um casal que estava prestes à sair daqui para ir pra lá, e consegui, finalmente descobrir o que era o tal do FITNESS STAMP – EXAME ADMISSIONAL, era só isso que ela queria...exame admissional.
Corri pra procurar por aqui quem faria isso, em inglês, e pasmem...NINGUÉM...
Eu tinha ligado para CAT aqui na Ponta da Praia, e eles queria cobrar pelo exame R$50,00. Procurei um segundo lugar, perto da Pedro Lessa e canal 5, um preço mais baixo R$30, 00…fomos até lá, na hora do atendimento, expliquei pra médica a situação e ela – um anjo na terra – se propôs a fazer o que era preciso, em inglês e nos enviaria no dia seguinte. O nome da clínica é TRACEMED, só procurar no Google.
Ela me enviou, enviei ao RH no dia primeiro dia de março, e desde então, estamos esperando...consulto o site do governo deles TODOS OS DIAS, pelo menos duas vezes e tem aparecido a mesma informação desde então:



É de dar nos nervos, são 14 dias sem nenhuma mudança...mas, oremos!
Eu sei que esse post ficou enorme, mas eu tinha que deixar todos os passos do processo aqui, que além de servir pra futuras referências, pra algumas pessoas que estão pensando, serve também pra matar a curiosidade de quem estava querendo saber o que tinha acontecido, e se eu tinha desistido. Não...NÓS NÃO DESISTIMOS...assim que sair o bendito visto, eu aviso por aqui também...
Espero que tenham gostado ;)

Té mais...




Obs.: Gente...eu só tenho DOIS seguidores do blog!? Que horror!!! rsrs
Se inscreve ai vai, comenta também, pra eu saber o que andam pensando sobre isso...

Contos de um Caiçara (à moda antiga)




Quem conta um conto, aumenta um ponto....nesse caso...vários pontos...


Boa leitura.


Baby An - O futuro dirá...

Baby An frutificou absolutamente incompatível com o DNA nórdico da mãe, uma bela loira, inconfundível no trato familiar, pois vibrante, vivaz, hiperativa, decidida, intemerata e definitiva em tudo que fazia nas azáfamas do dia a dia, pensou gerar fisicamente uma rebenta mais compatível ao seu DNA invulgar. Filha de pai descendente de italianos e mãe dos países de lingua eslava, causou um frisson dar à luz e fazer aparecer à família  aquela figurinha tipicamente amorenada, olhos rasgados, cabelos lisos e escorridos como modelados pelas águas de um corrego andino. Sim, a criaturinha  mais se assemelhava à uma cria Inca, talvez alguma vertente genética ligada ao pai, um milongueiro portenho que seduziu a esfuziante loira ainda em sua pré-adolescência. O pai da loira, experiente militar, pau calejado de tanto bater em doido, testemunhou o nascimento da neta ,um pouco cabreiro e incrédulo, "cobrando" da loira/filha a exoticidade daquela figurinha, pois poderia até parecer com o japa vendedor de pastel da feira de sexta, mas jamais com o arredio pai. Pois bem, a menininha foi crescendo e sempre sob o jugo onipresente, até opressor e rigoroso da  mãe, tornou-se uma adolescente hipo-dependente, cujo cordão umbilical físico-fetal desligou-se e secou normalmente, mas jamais se rompeu no imaginário da menina, já então moça. Cresceu, adolesceu, ingressou num grupo de capoeira, para gáudio de toda a família e em especial da preocupada mãe, que julgou ser aquele ato uma ruptura definitiva da inter-dependência uterina e o começo de uma carreira solo para aquela potencial e futura mãe de família, como si. Ocorreu que a loira aumentou a prole e "encomendou à cegonha" mais 3 filhos, outras duas meninas e um menino, que passaram a conviver sob o irrestrito, único e absoluto controle maternal, pois a loira se desvencilhou por completo dos maridos e tocou a vida ao seu rítmo, solo, impondo aos rebentos um severo controle, rédea curtíssima, amigos restritos, gastos controlados, uma verdadeira regência espartana, sob os aspectos materiais e morais. Isso tudo incultiu na Baby An, filha mais velha, um perfil de extrema responsabilidade, um comprometimento com a vida simples, sem esbanjamentos e acabou por moldar-lhe uma atitude incompatível com sua condição etária, passando a ser uma moça-idosa nos atos, uma velha-coroca, como sentenciaria a avó materna tempos depois. Taciturna, afeiçoada ao seu cantinho doméstico, às suas coisinhas materiais, seus objetos, seus discos, livros, onde certamente estaria e se sentiria sob os olhos e a proteção da mãe. Inteligente, passou à frente de uma prima-irmã, (que optou por encher-se de filhos ainda cedo), no aperfeiçoamento do idioma de Sheakspeare, tornando-se uma docente de primeira linha, já que uniu a técnica e o domínio da exótica lingua ao seu perfil sério, constrito e até mal-humorado. Sim, a "Morena Filha da Loira" passou a ser uma ranzinza contumaz e paradoxalmente ao seu apego ao cantinho materno ousou, de repente, auto-destruir seu casulo familiar e "partiu" para o mundo. Embarcou num transatlântico internacional de passageiros e lá, numa espécie de volta ao útero materno, vítima de uma recaída, uma recidiva tática, internou-se numa cabine por alguns anos, só saindo para cumprir sua faina diária à bordo,  retornando sistematicamente à sua cabine para "batucar" as teclas do computador e "viajar" de encontro aos seus entes mais queridos, através das telas cibernéticas e em especial ao ventre virtual da mãezona. Matava aí a saudade e sentia-se , confortavel e seguramente, dentro de seu "mundinho", o indispensável útero materno,agora boiando ao sabor das ondas do mar, ao invés do líquido amniótico.Mas, como a vida segue, assim como vai e vem, acabou por desembarcar, reunir-se  e colar-se, novamente, à sua figura única, eterna referência, a loira-mãe, já então meio sem paciência, naquele de exclamar para si: "DE NOVO, MEU, CARACA, NINGUÉM MERECE..." Porém, como sói acontecer, herdou a moreninha-capoeirista a força dominadora da mãe e, intempestiva e surpreendentemente, acabou por desposar um jovem rapaz, ainda imberbe, a quem subjugou emocionalmente e encabrestou antes mesmo de se casar, cuidando para que todos os passos do garoto ficassem sob seus absolutos desígnios. Afinal, a conquista era de relevo, ele saído dos "TEEN" e ela já meio balzaquiana, com os pés nos TRINTÃO, porém fazendo "uma força danada" p´ra parecer-se um frescor juvenil, uma relvinha fresquinha, nascida ainda na madrugada anterior. Não obstante e a bem dos fatos, uma considerável diferença numérica, com as tias, a vivida e verborrágica vó-materna e toda família balançando preocupadamente a cabeça, olhando lá no futuro e prevendo trovoadas pela proa. Porém, a mãe, A ETERNA MÃEZONA, eternamente 'aliviando" a barra, a considerar: "SÃO AMBOS BEM JOVENS, PARA COM ISSO MEU, PÔ, DEIXA OS DOIS EM PAZ!!!  Até o seu nome de família impos ao cônjuge, num ineditismo fantástico. Um verdadeiro Guinnes ao Contrário, um Récorde ao Avesso, isto é, o primeiro marido no Brasil que adotou o nome da Esposa, quando, até então, 100% das esposas brasileiras adotaram o nome do marido. Liutkevicius no nome, o reticente e neófito esposo passou a ser um apêndice automático da dominadora esposa. Essa dragou, incorpou e absorveu toda a aura dominadora da mãe e colocou, literalmente, no alegre, expedito e incauto esposo um "ship" em seu celular, monitorando todos os seus passos, diuturnamente, até aqueles em que o pobre marido ia ao toilette satisfazer suas necessidades originais. Clipado, o jovem submeteu-se de todo, inclusive rindo-se da sua inédita condição, sendo mesmo repreendido oral e até fisicamente, a cada instante, desde que ousasse reclamar publicamente do seu monitorado dia a dia. O "maridinho" a, estrado saía de casa ás 4 para ir trabalhar em SP e tão logo descia até o térreo para pegar o ônibus interurbano tinha que passar uma mensagem via celular para a megera, dando-lhe ciência de algum atraso, alguma intercorrência. Assim que o ônibus principiava a subida da Serra, tinha que expedir outra, dando conta se havia neblina ou se alguma "periguete" havia se alojado ao seu lado. Batia o ponto no trabalho logo ás 8 horas e em seguida, ato-contínuo expedia  mais mensagens. E assim principiou a surreal e incomum relação matriarcal de um jovem rapaz com uma adolescente-coroa, chegando ao ápice da coercitiva esposa "bloquear", além de seus passos pelas redondezas, os canais de TV que veiculassem alguma "coisa" sobre sexo. Afinal, o noviço esposo poderia se "empolgar" e tornar-se um fugidio sexual-mental.Cumpridas todas as obrigações profissionais, a dominadora esposa tratava de enclausurar o jovem esposo em casa. Seu mau-humor atávico e a eterna indisposição em expor-se ao sol, à claridade, à vida, aos compromissos sociais e a qualquer ensejo que não as 4 paredes de seu domínio absoluto a descompensavam irremediavelmente. Adorava se o dia amanhecesse chuvoso, pois era um motivo natural para não saírem nem à porta de casa.Se nada tinham a fazer no dia seguinte, trancavam-se no quarto e de lá só o permitia sair para ir ao banheiro, assim mesmo o tempo necessário para que reequilibrasse suas funções fisiológicas, tendo que retornar em seguida e ficar ao seu lado, porta fechada, breu total, até as altas horas da manhã, já princípio de tarde. Uma vez por mês, quando do início do ciclo mentrual, a vida do casal beirava o colapso. Sob a desculpa da TPM e de uma suposta intercorrência pós-operatória, enrolava-se nos lençóis e exigia que o pobre esposo jazesse silente ao seu lado, acompanhando solidariamente todas as suas cólicas e espasmos, para que lhe "DESSE O VERDADEIRO CRÉDITO" de coitada, sofredora, mártir de um mundo que não lhe acolheu como ela o queria. E qual mais explicações para a reclusão, quase um cárcere privado, ou um convento de Clarissas??? Quiçá o perigo das ruas, um eventual assalto, a multidão, as pessoas sem educação, os ciclistas malabaristas, enfim o mundo externo, e também as periguetes oferecidas, que para a eterna e mal-humorada ex-capoeirista deveriam não mais subsistir.Quem sabe ela e o Maridinho/GPS num iglu nos confins do Canadá, qual esquimós, país onde sonha se transferir e residir em definitivo, para que ninguém mais a tire de suas convicções, seu ensimesmamento atávico, um latente subjetivismo psicótico.Quem sabe assim possa viver eternamente e sem mais sobresssaltos ao lado do rapagão,  podendo liberá-lo um pouquinho mais, até para um rolezinho nas cercanias do iglu-mater, podendo brincar um pouquinho com as focas e admirar de longe o vai e vem das  ursas-brancas?Aí sim,  sabe lá Deus, trazer ao mundo um filho, fato que até agora renega de joelhos, e consagrá-lo incondicionalmente à alguma bem-aventurada mulher. Mas, e se vier uma filha, esculpida em carrara como a Baby Ann? Advirá  um genro tal e qual o conformado GPS ????... O futuro dirá !!!






P.S: Qualquer semelhança é mera coincidência!

Primeiro Post (ainda em terras Brasilis)

E ae? Tudo bem?
É muito difícil começar a escrever um blog, ainda mais pra quem não tem muita criatividade e não está (mais) acostumado a expor a vida assim.
Eu digo "mais", pq em um passado não muito distante eu já tive meu fotolog - dois na realidade - onde eu colocava tuuuuudo o que acontecia comigo.
A ideia do fotolog era a mesma que a desse blog, em 2006 eu ia viajar pela primeira vez para fora do país, e criei um fotolog para falar sobre o lugar que eu ia conhecer. Acabou não dando muito certo, eu mais falava das minhas decepções e dores do que do lugar em si.
Pra esse blog, eu não vou estipular que vai ser especificamente sobre as viagens, é um blog pessoal, onde nós contaremos um pouco do nosso dia a dia, independente de onde estivermos, mas a ideia é manter nossas famílias e amigos atualizados sobre os lugares que estamos.

Começando pelo começo então...rsrsrs
Como muita gente sabe, Thales e eu estávamos tentando desde (mais ou menos) agosto de 2013 sair do nosso país em busca de oportunidades melhores de trabalho e condições melhores de vida, começamos a procurar emprego em qualquer lugar que fosse fora daqui, logo no fim de agosto, achamos uma agência que faria a intermediação entre outras empresas e nós. Foi caro, pagamos uma "taxa" e começamos nossas entrevistas na mesma semana, passamos em várias, porém, nunca era especificamente do jeito que queríamos, ora ele passava, ora eu, e na maioria das empresas, o problema era sempre o mesmo: A política da companhia não permitia casais/família trabalhando juntos.
Logo no segundo mês, até encontramos um que era satisfatório, em Dubai, mas eu (como sabem) professora na escola de Idiomas, não poderia deixar o semestre no meio do caminho, e além do mais, esse emprego não nos garantia a moradia juntos, mas posteriormente, poderíamos alugar um estúdio ou algo parecido só pra gente. O meu primeiro contrato chegou, e eu fiquei surpresa com a data que eu deveria começar a trabalhar: 09/12/13. Teria que adiantar muitas aulas, e correr muito pra desmontar o apartamento, etc. Pra nossa felicidade, resolvemos retomar as entrevistas e apareceu um melhor ainda, em Bahrein, onde no primeiro mês moraremos no complexo fornecido aos colaboradores e a partir do segundo mês - com ajuda de custo da empresa - alugamos um lugar só nosso. Uhuuuuu! É esse!
Começamos a desmontar nosso apartamento todo, vendemos tudo o que tínhamos acabado de comprar, entregamos as chaves e nos instalamos na casa da minha mãe e "paidastro".
Semestre terminando, várias coisas pra colocar em ordem, peguei os nossos documentos e queria escanear, pois eu iria vender a multifuncional também.
Quando o Thales abre o passaporte dele (que ele me garantiu que só expirava em 2015), veio a surpresa: Expire date: 17/12/13. 2013!??????? Antes mesmo de sair bravejando como sempre, eu entrei na internet, no site da Polícia Federal e tentei marcar pra ele refazer ainda naquela semana sem Santos....mas....não tinha data disponível até depois do Natal, entrei então na Policia Federal de São Paulo, bairro da Lapa (seja lá onde for isso) e consegui marcar pro dia 9/12, o passaporte só ficou pronto em 16/12, que foi quando enviamos os contratos assinados, exames médicos, e todos os documentos necessários.
A espera foi relativamente grande, depois do envio dos documentos, acredito que por ser época de feriados e festas. Logo que eu acordei no dia 02/01/14, lá estava ele, o meu visto de trabalho e permanência por 24 meses!

Estamos aguardando o do Thales chegar, e até agora nada. #frustração

 Esse post ficou enorme, a intenção era só colocar sobre o visto, mas como eu não tinha  contado ainda a história toda, não aqui pelo menos, eu tive que ir desde o inicio da história, os próximos, eu vou postando o que for acontecendo e com certeza, serão menores.
Espero que o texto tenha ficado claro, fácil de entender, e que vocês tenham gostado!