Oi gente, tudo bem?
Me desculpe pelo tempo sem notícias ou sem escrever, ainda estou sem internet em casa e o tempo é meio escasso no começo, por conta dos treinamentos e o fuso todo desregulado, etc., sem prolongar demais vou começar pelo começo...hehehe
Despedidas são sempre horríveis, e essa me pareceu pior
do que qualquer outra, afinal serão dois anos sem ver os meus pessoalmente, e
eu confesso que eu estava “de boa” até ver a minha mamis correr pro banheiro e
alguém me dizer:
_ A mãe correu pro banheiro pra chorar!
Bom, o resto, todo mundo mais ou menos consegue
imaginar...
Outra parte bem difícil foi na casa dos parentes e pais
do Thales e depois na rodoviária…
Vê-lo chorando como bebê depois de abraçar o tio e mais
tarde na rodoviária, o pai chorando, a irmã...não foi nada fácil! Mas cremos
que é por um bem maior, né?
Chegamos no aeroporto de Guarulhos com tempo suficiente
para fazer o check-in sem correria, tudo tranquilo, mas muita fila para a mesma
cia, voamos pela Eithad. Tivemos um atraso de uns 20 minutos no voo, acredito
que tenha sido por causa da chuva, mas estava um calor horrível dentro do
aeroporto e no portão que íamos embarcar, uma desorganização tremenda, um
alvoroço, ninguém sabia dar nenhuma informação precisa e éramos brasileiros em
maioria, a indignação foi geral e todo mundo conversando, mas com um pensamento
em comum: IMAGINA NA COPA?????? (bom, prefiro não comentar).
Já no avião, a subida meio complicada, várias
turbulências, tão fortes como eu nunca tinha visto antes, JURO que eu achei que
o avião ia cair e íamos morrer…hahahahaha.
O Thales estava com MUITO, mas MUUUUUUUUUUUUUUUITO medo,
ele ficava apertando a minha perna e orando baixinho e olhava pra mim, e queria
desistir e voltar pra casa, e eu fiquei nervosa (mais ainda por causa dele), e
o incomodo era geral, mas com o tempo foi diminuindo, e segundo ele, foi só uma
– ele dormiu quase 7 horas direto e não viu todas as outras várias vezes que
aconteceu.
Quase 14h depois, pousamos em Abu Dhabi, mas era noite e
o tempo de espera no aeroporto era mínimo, seguimos para o nosso portão e logo
embarcamos, tudo extremamente organizado e limpo, voo infinitamente mais
tranquilo e rápido, em uma hora chegamos à Bahrain ou Barém.
O desembarque foi tranquilo também, no momento da
Imigração já tinha uma pessoa nos esperando para entregar os nossos chips do
celular e o resumo do exame médico, passamos pela imigração sem problemas,
graças a Deus, ouvi dizer que se alguém tiver visto de entrada de Israel, aqui
na imigração, recusam imediatamente a entrada no país, me safei, uma vez que
meu visto estava no passaporte velho.
O Thales já fez amizade com o oficial da Imigração que
inclusive pegou o número de telefone dele para jogar uma “pelada” quando
possível. Só ele consegue essas coisas! Hahahaha
Pegamos as malas, e saímos, já tinha uma segunda pessoa
esperando do lado de fora com uma plaquinha com o nosso nome completo, um
indiano muito gente boa, o nome dele é Fazul, trabalha no RH da empresa, viemos
o caminho todo conversando, mais ou menos uns 15 minutos do aeroporto até o
Hotel onde ele parou pra pegar o nosso jantar - pasta, salada e cordeiro, tudo
bem gostoso - e mais 5 minutos até nosso alojamento.
Logo que chegamos, já encontramos o nosso colega de AP da
Nicarágua (que é casado com uma brasileira), estamos dividindo o apartamento
com eles.
O Fazul nos apresentou nosso quarto (que já estava com o
ar-condicionado ligado, todo limpinho e alguns alimentos em cima da penteadeira
– duas caixas de leite, duas de suco, um pacote de pão de forma e 9 ovos - tive
que mencionar essa parte da chegada e da comida, pois quando eu trabalhei no
navio, a coisa acontece completamente diferente, quando você chega, sua cabine
normalmente está uma sujeira enorme, deixada pelo ocupante anterior, você tem
apenas algumas horas para se arrumar, comer, e ir até o cabeça do seu setor se
apresentar para o trabalho - enfim, ficamos impressionados com o tratamento e
preocupação com o nosso bem-estar e primeira impressão.
Ele nos mostrou mais algumas coisas sobre o apartamento,
TV, cozinha já equipada com micro-ondas, fogão, torradeira, geladeira, alguns
utensílios, máquina de lavar roupas, banheiro com banheira, ar condicionado em
todos os quartos e sala, etc., enfim mais ou menos tudo que precisamos para o
dia-a-dia. Entregou aproximadamente 20% do valor do nosso salário, pensando que
talvez não tivéssemos trazido nenhum dinheiro conosco – o que eu achei bem
legal da parte deles, supondo que iriamos precisar para o primeiro mês até
recebermos o primeiro salário e tudo o mais – mais uma vez nos impressionou.
Ficamos conversando um pouco com o Leonel, e resolvemos
que desceríamos para dar uma volta pela cidade, no térreo conhecemos mais uma
brasileira, que estava sentada na entrada, Marina, ela nos levou até um posto
24h, conversamos um pouco, e depois fomos só nos dois andar aqui perto, na rua
mais movimentada daqui do bairro que moramos que se chama Juffair.
Voltamos uma hora depois, estava quase tudo fechado, e
nos preparamos para dormir, supostamente iriamos descansar o dia seguinte
inteiro, mas lá pelas 10h o Leonel bateu à nossa porta avisando que em dez
minutos eles viriam nos pegar para irmos ao RH, liguei para o Fazul, e ele me
disse que em meia hora viriam, começamos a nos arrumar e em menos de cinco
minutos o motorista estava batendo à nossa porta, correria...rsrsrs
Chegamos na outra propriedade do grupo, o Elite Resort,
onde também fica o escritório do RH, fomos muito bem recebidos e todas as
pessoas com quem tivemos que falar, TODOS estavam muito preocupados em saber se
tínhamos sido bem tratados, se gostamos da acomodação, se o voo foi bom, se
estávamos nos sentindo bem, etc., uma preocupação boa, que fez com que nos
sentíssemos importantes...rsrsrs
Primeira realidade: Lá pelas 12h, a Sylvia, pessoa do RH
que foi nosso contato durante o tempo todo do processo do visto, nos convidou
pra almoçar no refeitório dos funcionários, quando chegamos ao “buffet”,
bom...só tinha comida indiana (muito, mas muito curry mesmo e bem picante),
percebemos que essa seria nossa refeição no nosso horário de trabalho também.
Antes de irmos embora, a Sylvia disse que deveríamos ir
ao Hotel onde trabalhamos para nos apresentar ao gerente, às 19h, chegando lá,
o gerente ainda não estava, e ficamos esperando, conhecendo algumas pessoas do
time, conhecemos alguns filipinos, indianos, duas meninas da Bielo-Rússia, uma
menina da Etiópia, e uma do Quênia. Não trabalhamos nesse dia, por falta de
uniforme, e até esse momento ainda não temos uniforme, mas trabalhamos com
calça social preta e camisa social preta – achei bem desorganizado nesse
sentido.
Bom, acho que vou parar por aqui, senão o texto fica
muito grande e chato de ler, semana que vem eu posto sobre o terceiro dia até a
nossa primeira folga, se possível com algumas fotos, também quero postar preços
dos alimentos por aqui, e tentar colocar algumas curiosidades que já aprendemos
daqui.
Eu estou escrevendo detalhadamente, não só para a nossa
família, que quer saber como andam as coisas por aqui, mas também de referência
para outras pessoas que venham a se aventurar como nós dois, e que essas
pessoas tenham mais informações detalhadas sobre o processo e a chegada. J
Espero que vocês tenham gostado, comenta se achar
interessante, tiver alguma pergunta, sugestão ou critica.
